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A inflação dos alimentos aterroriza o mundo nos últimos tempos, e com razão. A maior demanda dos países emergentes e as restrições dos países desenvolvidos fizeram disparar os preços. Nos últimos dois anos, os grãos e commodities agrícolas ficaram 190% mais caros, de acordo com o Commodity Research Bureau, instituto de pesquisas americano que acompanha o setor. A única saída sustentável, no longo prazo, é ampliar a produção – e isso é uma boa notícia para o Brasil, um dos poucos países que ainda contam com grandes extensões de terras cultiváveis. Também pode ser uma boa oportunidade de ganhos para os investidores. De acordo com as corretoras, as ações de empresas ligadas a alimentos e agronegócios podem se valorizar até 42% neste ano na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Um exemplo de como a demanda mundial por alimentos pode beneficiar empresas brasileiros é o setor de carne de frango. Em maio, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), as exportações atingiram 684,59 milhões de dólares – uma expansão de 69,3% sobre o mesmo período de 2007. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2008, as vendas externas do setor saltaram 55,5%, de 1,75 bilhão para 2,72 bilhões de dólares.
Após a divulgação desses números, aAtiva Corretora observou que o cenário é favorável para as principais empresas do setor – a Sadia e a Perdigão. “Os números apresentados pela Abef trouxeram certo alívio em relação às perspectivas negativas para as empresas Sadia e a Perdigão”, informou. A corretora ressalva ainda que, no curto prazo a tendência ,será de alta nos custos de produção, devido ao aumento do preço do milho e da soja. Porém, ela acredita que as exportações deverão continuar crescendo. “Nossa análise se fundamenta no fato do frango brasileiro não enfrentar problemas de restrições sanitárias, além de ser uma carne relativamente barata”, complementou.