
O turismo deve movimentar neste ano pouco mais de 80 milhões de reais no Amapá. Trata-se de uma das menores cifras entre todos os estados brasileiros — ela só é superior à verba do Acre. A ausência de grandes projetos no setor pode ser explicada pelo fato de o Amapá ser um estado relativamente novo. Ele deixou de ser território em 1988 e somente há três anos o governo criou uma secretaria para formular estratégias de fomento do turismo. Uma das primeiras iniciativas lançadas pela nova pasta foi o Festival Internacional de Turismo no Meio do Mundo, em Macapá — o nome é uma alusão ao fato de a cidade ser a única capital brasileira cortada pela linha imaginária do Equador. A primeira edição do evento que mistura shows musicais, espetáculos de dança e exibições de artistas regionais, entre outras coisas, ocorreu em 2005, com a participação de um público de cerca de 50 000 pessoas. Devido ao sucesso, ele entrou para o calendário anual de festas locais. A idéia é fazer do festival uma espécie de cartão-postal do Amapá, atraindo para o estado novos públicos de turistas, inclusive do exterior. Por ter fronteira com a Guiana Francesa, o Amapá já atrai um fluxo razoável de pessoas desse território ultramarino da França. O desafio é multiplicar o número de visitantes ao longo dos próximos anos.
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